segunda-feira, 12 de março de 2012



Aos navegantes,


 Como primeira postagem do blog, gostaria de externar a linha de pensamento que este blog irá defender (apologia), as origens e o caráter axiomático. Discorreremos sobre epistemologia, a capacidade e processo de obtenção de conhecimento, questões "a priori" ao invés de "a posteriori". Hoje vemos o que foi sendo construído em nosso redor, a medida de autoridade argumentativa e as falácias envolvidas no processo de fabricação e utilização desse método, sim, me refiro ao método científico. Acredito que em breve estarei postando mais conteúdos sobre a questão e o porquê do cientificismo de hoje estar tão em voga, mas ao mesmo tempo tão falacioso. No entanto, nem tudo está perdido, o caráter axiomático começa com o sistema bíblico de pensamento, e a autoridade do princípio primeiro é o próprio Deus:

"Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo." (Hebreus 6:13)

"Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;" (Hebreus 6:17-18)

 Enfim, não demorarei muito nesta postagem, o assunto que quero discorrer por aqui é a tal da "cosmovisão". O que é uma cosmovisão? Qual a utilidade dessa palavra, por que razão a utilizamos?

"sf (cosmo+visão) Filos Sistema pessoal de idéias e sentimentos acerca do universo e do mundo; concepção do mundo." (http://www.dicio.com.br/cosmovisao)

 É uma definição importante, envolve toda a construção da forma como alguém põe em ordem seus pressupostos, os elementos de pensamento que são o critério da interpretação de realidade. Como começa essa construção? Como faríamos? Seguir uma linha de questionamento da autoridade de cada pressuposto até chegar ao cerne? Empirismo ou racionalismo?

"O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina." (Provérbios 1:7)

 Temos de nos ater ao questionamento dos primeiros princípios, quais são auto-contraditórios e quais são os que não tem nenhuma informação. Exemplo do primeiro que menciono é o ceticismo total, em que "não é possível saber de nada", tendo essa afirmação como primeiro princípio leva à contradição, e por si só chega ao status de não-verdade, ou não-coerente. E para os que afirmam que sua cosmovisão começa na "lógica", como Cheung discorre, a lógica por si só não traz nenhuma informação, e fica impossível utilizar a lógica para discernir qualquer objeto (abstração) sem que haja informação anterior. Não sabemos somente a partir da lógica que um carro não é uma maçã, a lógica é utilizada em cima do conteúdo anterior, e é por isso que sabemos que "carro" apresenta elementos A e "maçã" elementos B, utilizamos a lógica para discernir entre os dois e determinar que A não pode ser B, assim como A não é não-A e B não é não-B. É assim de tamanha importância que empenhemos nosso tempo e disposição para pensar sobre essas coisas, toda a nossa interpretação de "mundo" e até os elementos que distinguem tal como "mundo" dependem dessa construção.


 Como introdução, deixarei apenas esses poucos dizeres, assim como também informo que haverá postagens (se Deus quiser) quinzenalmente, e na próxima postagem estarei tratando do assunto mais sugerido pelos pressuposicionalistas brasileiros. A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo. (Efésios 6:24)

Aconselho a leitura de dois textos para solidificar o que este blog começará a discorrer em mais dias:

http://www.monergismo.com/textos/filosofia/epistemologia_clark_resumo.htm

http://www.monergismo.com/textos/filosofia/conhecimento_clark_crampton.pdf

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